Andrés Cantor chega à 12ª Copa com paixão pelo futebol

Uma paixão que começou em 1978

O vínculo de Cantor com a Copa nasceu, conforme o relato, ao assistir à Argentina conquistar o Mundial de 1978, em Buenos Aires. Décadas depois, ele voltou a viver uma cena marcante ao narrar o título argentino sobre a França, em Lusail.

A ligação emocional com a seleção argentina permanece, mas o narrador também reconhece a obrigação de equilibrar torcida e profissão. Para o público, a emoção precisa aparecer sem comprometer a credibilidade da transmissão.

O “gol” como identidade

A principal marca de Cantor ganhou força nos anos 1990, quando ele passou a trabalhar com mais destaque na televisão em espanhol nos Estados Unidos. O grito prolongado ajudou a aproximar o futebol de uma audiência que crescia rapidamente no país.

O relato lembra que, em um amistoso entre Estados Unidos e Alemanha, um gol de voleio de Antonee Robinson levou o narrador a sustentar o “gol” por 23 segundos, antes de repetir a chamada por mais 15. Mais do que uma excentricidade, o recurso virou parte da memória esportiva de uma geração.

A rotina ainda alimenta o entusiasmo

Aos 63 anos, Cantor continua enfrentando uma agenda pesada. Desde a chegada dos jogos da Premier League à televisão americana, a rotina incluiu partidas começando antes do amanhecer. Ainda assim, ele afirma, segundo o relato, que só vai parar quando deixar de acordar feliz para narrar futebol.

O próximo capítulo será a abertura desta Copa. Se a Argentina avançar, Cantor ainda poderá narrar sua terceira final de Mundial, marcada para 19 de julho, em East Rutherford.