Segundo o relato, Keller quer que a regra volte a cumprir sua função original: permitir a contratação de atletas capazes de transformar a visibilidade de toda a competição, e não apenas reforçar um elenco.
“Eu adoraria ver a regra do Jogador Designado realmente voltar a ser a regra do Jogador Designado. E então abrir um pouco as amarras financeiras e deixar os clubes decidirem como gastar melhor seu dinheiro, para montar um time e vencer”, declarou.
A proposta não significa simplesmente liberar gastos sem controle. A ideia defendida é dar mais autonomia aos clubes, mantendo o foco em contratações que tragam qualidade esportiva, audiência e relevância internacional.
A passagem de Messi pelo Inter Miami elevou o interesse global pela MLS. Jogos contra o clube passaram a atrair atenção especial, enquanto a liga encontrou uma oportunidade rara de ampliar sua exposição fora dos Estados Unidos.
Keller, porém, avalia que esse impulso não pode ser confundido com um modelo permanente. O argentino está na reta final da carreira, e a competição precisará encontrar novos rostos para sustentar seu crescimento quando ele deixar os gramados.
O ex-goleiro também citou nomes como David Beckham, David Villa e Robbie Keane como exemplos de jogadores cujo impacto ultrapassou as fronteiras de seus clubes.
A próxima janela de transferências será um teste importante. A MLS terá de decidir se prefere preservar restrições rígidas ou permitir que equipes ambiciosas assumam maior responsabilidade na montagem dos elencos.
A mensagem de Keller é clara: estrelas podem abrir portas, mas clubes fortes são os que mantêm a liga em movimento.