Moyes havia assumido o Everton havia menos de três meses quando viajou ao Japão e à Coreia do Sul para acompanhar jogadores. O objetivo inicial era observar o meio-campista chinês Li Tie, ligado a um acordo comercial que poderia levar um atleta da China à Premier League.
O plano, porém, começou com um desencontro. Segundo o relato, o Everton recebeu primeiro o defensor Li Weifeng, decisão que teria irritado Moyes. Depois de novas conversas, Li Tie também chegou a Merseyside. O meio-campista teria agradado durante o empréstimo e assinado em definitivo, enquanto Li Weifeng disputou apenas duas partidas antes de retornar ao país.
Naquele Mundial, Yobo apareceu em diferentes funções pela Nigéria. Atuou como volante contra a Argentina, como lateral-direito diante da Suécia e terminou a competição como zagueiro no empate com a Inglaterra.
Com recursos limitados, Moyes teria fechado seu empréstimo por uma temporada, superando o interesse de Juventus, Arsenal e Newcastle United. O negócio acabou se tornando a primeira contratação do técnico no Everton. No ano seguinte, o clube teria exercido a opção de compra.
Yobo permaneceu oito anos em Goodison Park, tornou-se o primeiro africano a capitanear o Everton e integrou a equipe que terminou em quarto lugar na Premier League de 2004-05. Também esteve na final da Copa da Inglaterra de 2009.
Pela seleção, Yobo voltou ao Mundial em 2010 como capitão e chegou às oitavas de final em 2014. A despedida, contudo, veio em um cenário amargo: um gol contra nos acréscimos contra a França marcou sua centésima partida pelo país.
“É hora de dar chance a outras pessoas”, teria afirmado Yobo ao anunciar o fim da trajetória internacional. Para o Everton, a história permanece como um lembrete de que uma viagem de observação pode render muito mais do que o plano original - e a próxima discussão sobre recrutamento do clube certamente revisitará esse golpe de visão de Moyes.