Seleção inglesa de amputados corre risco de não ir à Copa

Um campeão sem financiamento garantido

O impasse expõe uma contradição no futebol inglês. A Football Association financia seis seleções nacionais de futebol para pessoas com deficiência, mas o programa de amputados não está incluído nessa estrutura, de acordo com o relato.

O projeto deixou de receber apoio da entidade em 2006 e passou a depender de doações e trabalho voluntário. Uma proposta posterior de financiamento teria sido considerada insuficiente, pois reduziria a frequência dos treinos e o número de profissionais envolvidos.

Os jogadores não recebem salário para representar a seleção e devem pagar os próprios voos para um próximo compromisso na Irlanda.

Estrutura de alto nível

Rogers insiste que o programa está muito além de uma iniciativa recreativa. A equipe conta com médicos, preparadores físicos, analistas e treinadores técnicos, enquanto a base reúne mais de 70 jogadores, entre quatro e 17 anos.

“Quando as pessoas pensam em futebol para amputados, provavelmente imaginam algo lento e trabalhoso. É o oposto: rápido, brutal às vezes. Eles quebram muletas em quase todos os jogos. Eu me apaixonei por isso”, disse o treinador.

A seleção feminina inglesa chegou às quartas de final da primeira Copa do Mundo da modalidade, em 2024, reforçando a visibilidade crescente do futebol para amputados no país.

A FA afirma que continua trabalhando com a England Amputee Football Association para apoiar prioridades e desenvolver a modalidade. Agora, a questão imediata é se a arrecadação chegará às 50 mil libras antes do Mundial - e se a Inglaterra poderá transformar reconhecimento esportivo em presença no México.