A idade e a fase final da carreira não apagam a capacidade de decisão do atacante. Na última temporada pelo Barcelona, Lewandowski marcou 19 gols e deu duas assistências, números que ajudam a explicar por que o Fire o colocou como prioridade.
O clube também teria enfrentado concorrência da Saudi Pro League e de equipes europeias. A visita do polonês ao centro de treinamento e a apresentação detalhada do projeto esportivo indicam que Chicago tentou vender mais do que um contrato: ofereceu um papel central na reconstrução da equipe.
O técnico e diretor de futebol Gregg Berhalter vem testando um sistema com dois atacantes. Nesse cenário, Lewandowski poderia atuar ao lado de Hugo Cuypers, enquanto Jonathan Bamba e Philip Zinckernagel manteriam a função de acelerar o jogo pelos lados.
A combinação daria ao Fire uma referência de área e um finalizador acostumado a jogar sob pressão. O projeto também ganha peso simbólico depois de tentativas anteriores por Neymar e Thomas Müller, que acabou assinando com o Vancouver.
A possível estreia contra o Vancouver acrescentaria uma narrativa imediata: Lewandowski enfrentaria Müller em um duelo entre antigos nomes do futebol europeu, agora em lados opostos da MLS.
O anúncio oficial será o próximo passo. Depois dele, a expectativa ficará concentrada na adaptação física do polonês, no seu entrosamento com Cuypers e na capacidade de Berhalter transformar uma grande contratação em resultados para o Chicago Fire.